O mundo está em quarentena desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a pandemia por conta do novo coronavírus. E, mesmo em meio a essa crise, estão acontecendo coisas, tais como a abertura de shoppings, pessoas indo para festas, governadores planejando a abertura completa dos estados e flexibilizando os lockdowns. Mas devemos lembrar que a Covid-19 não está nem perto de pisar no freio. No Brasil, são mais de mil mortos todo dia, mais de um milhão e duzentos mil casos confirmados, e isso tudo sem a garantia de que uma vacina chegue logo. E não só eu, mas muitos acham esse “fim” de quarentena um ato extremamente precipitado, irracional e egoísta.

            Para começar, o Brasil não está pronto para esse término de quarentena. Lugares que estavam em situação muito melhor acabaram sofrendo graves consequências por flexibilizarem o isolamento, julgando que a situação estava controlada, como por exemplo, a província japonesa de Hokkaido, que foi uma das primeiras cidades atingidas pelo vírus lá em janeiro. Começaram a quarentena com 66 casos confirmados e tiveram muito sucesso, o número de casos caiu em três semanas para menos de dez. Com isso, o governador decidiu suspender as restrições e, em pouco tempo, o número de casos explodiu para 300. Com isso, declararam estado de emergência. 

E como esquecer a versão “BR” de Hokkaido em Santa Catarina, que, em apenas três semanas, após a abertura do comércio em abril, triplicou o número de casos (saiu de 826 infectados para 2,7 mil). Com isso, percebe-se que, se em locais com uma população consideravelmente baixa já houve um descontrole desses números, imagina isso em escala federal. O Brasil acabaria com estragos irreparáveis. 

            A realidade é dura e um artigo que foi publicado pela Institute for Economic Research (IFO) afirma que não haverá nenhum tipo de vacina preventiva do novo coronavírus antes de 2021. E como acredita o doutor brasileiro em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, especialista bastante conhecido quando o assunto é o novo coronavírus, uma vacina efetiva para o Covid-19 só ficará pronta de 12 a 18 meses. E o próprio afirma: "Manter as medidas que a gente tem agora é o que vai fazer dar tempo para buscarmos outras medidas lá na frente. Na verdade, parar agora é ganhar o tempo para fazer escolhas".

O que eu quero propagar com isso? O mundo todo está vivendo uma situação muito crítica. O vírus atinge a sociedade de forma política, social, econômica, ambiental e etc. E o melhor que podemos fazer nesse momento é justamente ficar em casa para que isso tudo se acabe e vidas se salvem. Eu sei, eu sei, ficar em casa é extremamente tedioso, desgastante e até ruim de certa forma. Mas você, ao ficar em casa, estará efetivamente salvando pessoas. E isso deve continuar assim até que algum tipo de vacina seja produzida e possamos voltar ao que costumava ser chamado de cotidiano.

Nos dias de hoje, somente as pessoas que trabalham em serviços essenciais podem sair de casa, e torcemos para que elas, sim, possam continuar indo à luta por nós, e que um segundo surto não atrapalhe esse processo ainda mais. Nesse momento, qualquer tipo de ajuda é válida, e nós é que devemos fazer essa diferença. #FicaEmCasa.

Pedro Augusto Sousa