A educação infantil e suas fases seguintes  vão muito além do que os livros podem oferecer. Na formação  de crianças e jovens, é preciso investir em suas potencialidades e características particulares ao longo de todo o percurso da aprendizagem.

O objetivo maior é que os estudantes compreendam, desde cedo, sobre seu papel para a construção e solidificação dos seus conhecimentos e de quem os cercam. Dessa forma autônoma e aberta, alunas e alunos são capazes construir suas identidades enquanto realizam o desenvolvimento intelectual, cultural, humanista e emocional.

Gostaria de  saber mais sobre o papel desempenhado pelo Colégio no desenvolvimento intelectual de crianças e jovens? Continue a leitura deste post e compreenda como a instituição de ensino pode enriquecer valores e ajudar na criação da autonomia desde o comecinho.

 

Importância da autonomia ética e intelectual

Quando comentamos sobre autonomia, estamos falando da possibilidade do desenvolvimento da criança e/ou do jovem autoconfiante, que constrói seu senso crítico e tem liberdade suficiente para explorar conceitos e colocar em prática sua criticidade e valores éticos, fundamentos de grande importância para a criação do ser social desperto as próprias necessidades e da comunidade a sua volta, seguro do que acredita, atento às transformações e decisões. 

Quando a criança, futuro adolescente, compreende de maneira espontânea que suas ações podem atingir o coletivo, nesse momento há a criação de paradigmas sociais e a constatação da sua importância para aquele ambiente. Aprendizes conscientes dessa relação entre indivíduo e sociedade são mais questionadores e reflexivos. Analisam e praticam sua expressão de modo inteligente. Vivências fundamentais para a construção do  jovem que será. Certamente, mais participativo  e politizado, com visão ampla de diferentes cenários e melhor capacidade de produzir conhecimento autoral.

 

Proposta do Colégio para esse desenvolvimento

Como um Colégio   fincado no ensino construtivista, nossa atuação é fundamentada  em metodologias ativas e atividades que possibilitem a esses estudantes o exercício espontâneo e constante da sua criatividade, a expressão da sua personalidade e posicionamentos diante do mundo e de suas questões.

Para o Colégio construtivista, os conflitos também são formas de enriquecer e propiciar o desenvolvimento intelectual. Quando há um debate, existe a possibilidade de expressão e auto análise enriquecedora do repertório e da bagagem social que estão sendo construídos. Assim, nosso papel como instituição educacional é oferecer situações para o desenvolvimento da autonomia emocional, ética e intelectual.


Jean Piaget propõe que a criticidade  moral seja construída em três etapas: 

  • Anomia: onde as necessidades básicas são determinantes para sua conduta. Nesse momento, há a ausência da consciência sobre o que é errado e o que é certo;
  • Heteronomia: essa etapa é caracterizada pela obediência, sem reflexão, apenas pelo medo das consequências. Nesse caso, quando desassistido há a desordem.
  • Autonomia: é nesse estágio que o indivíduo tem consciência do que é moralmente correto e age de acordo com seus princípios. A autodisciplina existe não pelo medo, mas, sim, pelos valores intrínsecos em seu ethos. 

Partindo da teoria piagetiana citada acima, ainda no Ensino Fundamental 1 é importante trabalhar o desenvolvimento intelectual e o constante exercício dos conceitos pautados em valores éticos  dentro da sala de aula e fora dos portões da instituição. Para tanto, é importante   respeitar cada uma das etapas citadas  para a criação da consciência humanista,   Trabalhar para conquistar a autonomia,  sem estagnar na heteronomia, estágio onde a criança não atinge sua potencialidade intelectual para a realização da criticidade perante valores  morais e éticos. 

Com o intuito que, desde pequenos, os estudantes possam se  enxergar como protagonistas e seres atuantes,  dinâmicas específicas podem ser utilizadas para que, aos poucos,  a percepção de autonomia intelectual e  ética seja enraizada.  Sistemas de monitoria, participação criativa na concepção de projetos, assembleias e eleições para conselheiro da turma são bons exemplos.

Conscientes de que somos seres coletivos, a iniciativa “Amizade Responsável”, projeto criado no Colégio Apoio do Recife, sugere que esses estudantes em pares possam dar suporte um ao outro, servindo de  inspiração para mais colegas. Vivências que auxiliam no desenvolvimento conjunto. Ações como essa são fundamentais para que crianças e jovens possam enxergar e refletir em grupo sobre valores sintonizados com a formação do ser humano mais justo e empático.  Exercícios primorosos de cidadania que, evidentemente, não funcionam só para o individual, mas para o fortalecimento do coletivo.  

Com experiências  assim, diversas competências pessoais são exploradas ao longo do ano letivo, levando o ensino a um patamar social, não restrito ao paradidático.  A escola atua, de fato, como instrumento social. Realiza seu papel na gestação e potencialização de agentes transformadores. Capazes de se expressarem emocional, criativa, criticamente, de exercer suas habilidades de liderança e de fluir na liberdade de ser dentro e fora da sala de aula. Pelo mundo e por toda vida.

 

Corresponsabilidade entre pais e educadores


O processo de formação ética e intelectual está diretamente ligado à corresponsabilidade. Ou seja, é preciso que o estudante compartilhe com sua família e educadores, seja acolhido por eles, para entender os caminhos que percorrerá na construção de sua formação, na compreensão de seus desejos, potenciais, objetivos e metas.

Nessa fase tão estruturante, é importante que as crianças e os jovens possam encontrar exemplos em seu círculo de proximidade, como pais, mães, responsáveis  e educadores. A partir  dessas visões e vivências, a construção dos valores mais preciosos acontece.  Nesse sentido, o Colégio conta com a força participativa dos familiares para que o ensino como um todo seja complementado. Prática cooperativa a corresponsável  necessária para  alcançar bons resultados para a efetividade da educação.Portanto, o diálogo, a afetividade, a expressão de sentimentos e a manutenção das amplas relações interpessoais são  fontes básicas para o desenvolvimento psíquico-social de crianças e jovens.

Parte fundamental desse processo, a Coordenadora de Práticas Inclusivas do Ensino Fundamental 2, Elisa Moreira, afirma: “Somos uma escola tipicamente emocional, onde os alunos são acolhidos em suas emoções, aceitos em suas especificidades, impulsionados a exercer sua vulnerabilidade e a se verem como cidadãos ativos, construtores de sua própria autonomia. 

Nesse cenário, os adolescentes aprendem, ensinam, trocam, criam, discutem, argumentam, discordam, compartilham sentimentos, posicionam-se diante de fatos reais ou imaginários, expressam-se com o corpo, a voz, a arte, a música; enfim, os adolescentes SÃO, com seus valores e receios, típicos dessa fase de construção”.

 Psicóloga da mesma  instituição educacional, a respeito do protagonismo juvenil,  Alethéa Ferreira completa que, a partir dessas metodologias, o aluno aprende a: “exercer um papel autoral, criativo, ativo em seu processo de ensino e aprendizagem e de (re)construção de conhecimentos”.

 

Invista nos referenciais da educação construtivista

Aos  pais que buscam alternativas de ensino com metodologias ativas, baseadas em pesquisas psicopedagógicas para o desenvolvimento intelectual e ético dos seus filhos e filhas, o Colégio construtivista  abraça esses anseios  de modo primoroso.

Fundamentos humanizados conectados a metodologias ativas,  proporcionam o ambiente educacional fértil para o crescimento do senso de responsabilidade, autonomia e cooperatividade.    Nesse formato de ensino aberto, o desenvolvimento de crianças e jovens alcança  a expansão máxima de suas potencialidades acadêmicas e humanistas.Bonito de acompanhar. 

Ficou estimulado pelo assunto? Conheça mais sobre as  possibilidades de ensino que complementam  a educação construtivista. Espaço de expansão de conhecimentos e habilidades através do brincar, da interação  e expressão dos sentimentos de forma explícita ou não verbal. Na imersão de um jeito divertido e profundo de estudar e descobrir. Pensar e repensar. Aprender de verdade.